Temos tanto livre arbítrio quanto um peixe de aquário, podemos fazer todas as escolhas que nosso mundo sub lunar nos permite. Sim, como para o peixe, nossas escolhas não estão livres de consequências. Podemos até optar por pular para fora do aquário ou, no nosso caso, mundo sub lunar, isto é, embarcar em uma nave espacial que em circunstâncias favoráveis nos levará além da atmosfera terrestre e, possivelmente, nos trará de volta. Entretanto, se nos lançarmos nessa aventura sem um bom planejamento estaremos fadados ao fracasso. Regra de física: “Para que qualquer fenômeno se realize na natureza será necessária uma certa quantidade de energia”. Ressalte-se o vocábulo “certa”. Não é qualquer quantidade de energia que será capaz de realizar um fenômeno, mas uma certa e adequada quantidade, nem mais nem menos. Acrescente-se aqui uma regra básica de administração, PLANEJAMENTO, e teremos a fórmula para conseguirmos chegar onde quisermos. Energia certa e planejamento certo.

O relatório “O Futuro Climático da Amazônia”, apresentado por Antônio Nobre no último dia 30 em São Paulo é conduzido no âmbito da Articulação Regional Amazônica (ARA), com apoio do projeto “Rios Voadores”, do Instituto Socioambiental (ISA) e do WWF-Brasil (estes últimos, membros do OC), este estudo sistematiza e organiza informações e conhecimento de diferentes áreas para elaborar um panorama geral de como a Amazônia impacta na configuração climática da porção do continente sul-americano a leste da Cordilheira dos Andes e de como o desmatamento da Amazônia ameaça não apenas quem vive na região hoje coberta pela floresta, mas também quem vive além dela.

 

fonte: Observatório do Clima

 

CAPA FUTURO CLIMATICO

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Por mais que nos falte inteligência para saber as razões de algo ocorrer, não podemos por isto afirmar que seja aleatório. Em tudo há uma lógica que quase sempre nos escapa à percepção.

A mitologia religiosa de vários povos, inclusive a judaico cristã, afirma ser Deus omnipresente, omnipotente, omnisciente. Ora, a Natureza Universal é tudo isso! Está presente ao, menos como matéria prima, em nós e tudo que nos cerca, das partículas subatômicas aos milhões de galáxias e o infinito dos múltiplos universos.

Embora a ciência faça um corte epistemológico, que visa separar natureza de cultura e afirme ser cultural o que for produzido pelo homem, não podemos esquecer que também somos natureza, aliás, o corte só passa a existir a partir do momento em que o fazemos e se dá apenas na nossa mente animal. Podemos discorrer anos sobre a natureza de tudo para, finalmente, chegarmos à conclusão que ela é intrínseca a tudo. Portanto omnipresente.

A humanidade tem afirmado que o universo é magnético. Independentemente do nome que se dê à energia, é inequívoco que tudo que acontece aqui e no multiverso se dá porque é possível. O que possibilita que algo aconteça ou ocorra é alguma lei da Natureza omnipotente. Mesmo os “milagres” são eventos cuja lógica intrínseca, circunstancialmente, ignoramos.

Tudo são ondas de energia, desde o Big Bang até nossos pensamentos são fenômenos naturais que permanecem magneticamente gravados no “Campo” ou, como diriam os Indus, no Akasha. Trata-se aqui da omnisciência da Natureza.

Eis aqui porque sagramos a Natureza omnisciente, omnipotente, omnipresente: porque o físico e o metafísico são naturais! Deus é Natural.

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UNIMES – UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS

CURSO – MESTRADO EM DIREITO

TEORIA GERAL DO DIREITO

PROFESSORA DOUTORA MARGARETH ANNE LEISTER

MESTRANDO EXPOSITOR DO TÓPICO: SERGIO DANTE BALLARINI

ENCÍCLICA PAPAL FÉ E RAZÃO – CAPÍTULO VI

I – INTRODUÇÃO: FILME “QUEM SOMOS NÓS”

2 – BREVE HISTÓRIA DA PATRÍSTICA

No período da decadência do Império Romano, quando o cristianismo se expande, surge a partir do século II a filosofia dos Padres da Igreja, conhecida também como patrística. No esforço de converter os pagãos, combater as heresias e justificar a fé, desenvolvem a

apologética(1), elaborando textos de defesa do cristianismo. Começa aí uma longa aliança entre Fé & Razão que se estende por toda a Idade Média, em que a razão é considerada auxiliar da fé e a ela subordinada. Daí a expressão agostiniana “Credo ut intelligam” que significa “creio para entender”.

Os Padres recorrem inicialmente à filosofia platônica e realizam uma grande síntese com a doutrina cristã, mediante adaptações consideradas necessárias.

O principal nome da patrística é Santo Agostinho (354 – 430), bispo de Hipona, cidade do norte da África. Agostinho retoma a dicotomia platônica referente ao mundo sensível e ao mundo das idéias e substitui este último pelas idéias divinas. Segundo a teoria da iluminação, o homem recebe de Deus o conhecimento das verdades eternas: tal como o sol, Deus ilumina a razão e torna possível o pensar correto.

(Se entendermos que Deus é a natureza imensurável, não haverá dificuldades para aceitar a Teoria da iluminação.)

Santo Agostinho viveu no final da antiguidade; logo depois que Roma cai nas mãos dos bárbaros, tendo início o período da Idade Média. Na primeira metade, conhecida como Alta Idade Média, continua sendo enorme a influência dos Padres da Igreja e vários pensadores de saber enciclopédico retomam a cultura antiga, continuando o trabalho de adaptação às verdades teológicas.

3 – BREVE HISTÓRIA DA ESCOLÁTICA

A escolástica é a filosofia cristã que se desenvolve desde o século IX, tem seu apogeu no século XIII e começo do século XIV, quando entra em decadência.

Continua a aliança entre Fé & Razão, esta última sempre considerada “serva da teologia”. Com freqüência as disputas terminam com o apelo ao princípio da autoridade, que consiste na recomendação de humildade para consultar os intérpretes autorizados pela Igreja.

No entanto, a partir do século XI, com o renascimento urbano, começam a surgir ameaças de ruptura da unidade da Igreja, e as heresias anunciam o novo tempo de contestação e debates em que a razão busca sua autonomia. Inúmeras universidades aparecem por toda a Europa e são indicativas do gosto pelo racional, tornando-se focos de excelência de fermentação intelectual.

Durante muito tempo predomina na Idade Média a influência de Platão, considerada mais adaptável aos ideais católicos. O pensamento de Aristóteles era visto com desconfiança pelo fato de os árabes terem feito interpretações tidas como perigosas para a fé.

A partir do século XIII Tomás de Aquino utiliza traduções feitas diretamente do grego e faz a síntese mais profícua da escolástica, que será conhecida como filosofia aristotélico-tomista. Aquino cria realmente um equilíbrio entre razão e revelação, que passou a catolicismo e até hoje permanece no princípio paralelo ao de Agostinho, “intellego ut credam” – “compreendo para crer”. Tomás reconhece que a natureza, objeto próprio da filosofia, pode contribuir para a compreensão da revelação divina. Deste modo fé não teme razão, mas a solicita e nela confia.

Após quatro séculos a filosofia aristotélico-tomista torna-se entrave para a ciência provocando a crítica de Descartes e o sofrimento de

Galileu(2).

4 – A CARTA ENCÍCLICA FÍDES ET RATIO DO SUMO PONTÍFICE JOÃO PAULO II AOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE FÉ E RAZÃO.

Antes de abordarmos a capítulo VI permitimo-nos uma incursão pela gênese da encíclica, a fim de circunstanciarmos do que tratamos neste estudo.

A encíclica papal é propriamente uma bula de catequese cultural em que o pontífice orienta o magistério da “verdade” aos povos.

João Paulo II inicia sua carta afirmando que Fé & Razão são como duas azas de um pássaro, opostas e complementares. Afirma ainda que a fé tida isoladamente gera o fidelismo e a razão pura o racionalismo. Em outras palavras, orienta a catequese pelo caminho do meio. (In verbis)

A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-o e amando-o, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio (cf. Ex 33, 18; Sal 2726, 8-9; 6362, 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2”. (grifei).

Logo de início a encíclica aborda o dilema presente em todas as culturas, acerca do conhecimento perseguido pelo homem, de si mesmo e do universo que integra. Aponta assim o veio a ser explorado pelos catequistas. (in verbis)

(…)A recomendação conhece-te a ti mesmo estava esculpida no dintel do templo de Delfos, para testemunhar uma verdade basilar que deve ser assumida como regra mínima de todo o homem que deseje distinguir-se, no meio da criação inteira, pela sua qualificação de homem, ou seja, enquanto conhecedor de si mesmo. Aliás, basta um simples olhar pela história antiga para ver com toda a clareza como surgiram simultaneamente, em diversas partes da terra animadas por culturas diferentes, as questões fundamentais que caracterizam o percurso da existência humana: Quem sou eu? Donde venho e para onde vou? Porque existe o mal? O que é que existirá depois desta vida? Estas perguntas encontram-se nos escritos sagrados de Israel, mas aparecem também nos Vedas e no Avestá; achamo-las tanto nos escritos de Confúcio e Lao-Tze, como na pregação de Tirtankara e de Buda; e assomam ainda quer nos poemas de Homero e nas tragédias de Eurípides e Sófocles, quer nos tratados filosóficos de Platão e Aristóteles. São questões que têm a sua fonte comum naquela exigência de sentido que, desde sempre, urge no coração do homem: da resposta a tais perguntas depende efetivamente a orientação que se imprime à existência.”

Capítulo VI – Interação da Teologia com a Filosofia.

O autor adverte que sua teologia está organizada como ciência da fé, à luz de um duplo sentido metodológico

auditus fidei(3) e intellectus fidei(4). Com o primeiro recolhe os frutos da revelaçãotal como se foram explicitando na Sagrada Tradição, na Sagrada Escritura e no Magistério vivo da Igreja”.

Afirma, referindo-se ao intellectus fidei, que “a verdade divida proposta nas Sagradas Escrituras, interpretadas corretamente pela doutrina da Igreja goza de inteligibilidade própria, logicamente tão coerente que se deve propor como um autêntico saber. O intellectus fidei explicita essa verdade (…)”

O documento parte da premissa de que a Bíblia é a palavra revelada de Deus e, também, que a Igreja Católica Apostólica Romana é a Igreja desse Deus e, assim sendo, é autora da melhor interpretação das escrituras sagradas, e não admite controvérsias a este respeito.

À luz destas considerações, a justa relação que se deve instaurar entre a teologia e a filosofia há de ser pautada por uma reciprocidade circular. Quanto à teologia, o seu ponto de partida e fonte primeira terá de ser sempre a palavra de Deus revelada na história, ao passo que o objetivo final só poderá ser uma compreensão cada vez mais profunda dessa mesma palavra por parte das sucessivas gerações. Visto que a palavra de Deus é Verdade (cf. Jo 17, 17), uma melhor compreensão dela só tem a beneficiar com a busca humana da verdade, ou seja, o filosofar, no respeito das leis que lhe são próprias. Não se trata simplesmente de utilizar, no raciocínio teológico, qualquer conceito ou parcela dum sistema filosófico; o fato decisivo é que a razão do crente exerce as suas capacidades de reflexão na busca da verdade, dentro dum movimento que, partindo da palavra de Deus, procura alcançar uma melhor compreensão da mesma. É claro, de resto, que a razão, movendo-se dentro destes dois pólos – palavra de Deus e melhor conhecimento desta -, encontra-se prevenida, e de algum modo guiada, para evitar percursos que poderiam conduzi-la fora da Verdade revelada e, em última análise, fora pura e simplesmente da verdade; mais ainda, ela sente-se estimulada a explorar caminhos que, sozinha, nem sequer suspeitaria de poder percorrer. Esta relação de reciprocidade circular com a Palavra de Deus enriquece a filosofia, porque a razão descobre horizontes novos e inesperados.(grifei)

1. De Tertuliano, parte da teologia que defende, faz apologia do cristianismo, defesa vigorosa contra os hereges. Voltar ao texto.

2. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda & MARTINS, Maria Helena Pires, Filosofando, ed. Moderna, pág. 101 e 102, São Paulo, 1994.Voltar ao texto



3. Literalmente: ouvido fiel. Voltar ao texto



4. Literalmente: discernimento fiel. Voltar ao texto

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