DEUS

Aos seis anos de idade fui obrigado a fazer aulas de catecismo católico. Em uma dessas aulas o padre afirmou que Deus era “todo poderoso”. Imediatamente indaguei se ele poderia criar algo tão pesado que ele mesmo não pudesse carregar.

De pronto, sem pensar, o padre respondeu que sim, ao que eu retruquei: – É elementar, se ele não pode carregar não é todo poderoso.

Creio que esta tenha sido a primeira semente da nossa Igreja Holística Sagração da Natureza.

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Por mais que nos falte inteligência para saber as razões de algo ocorrer, não podemos por isto afirmar que seja aleatório. Em tudo há uma lógica que quase sempre nos escapa à percepção.

A mitologia religiosa de vários povos, inclusive a judaico cristã, afirma ser Deus omnipresente, omnipotente, omnisciente. Ora, a Natureza Universal é tudo isso! Está presente ao, menos como matéria prima, em nós e tudo que nos cerca, das partículas subatômicas aos milhões de galáxias e o infinito dos múltiplos universos.

Embora a ciência faça um corte epistemológico, que visa separar natureza de cultura e afirme ser cultural o que for produzido pelo homem, não podemos esquecer que também somos natureza, aliás, o corte só passa a existir a partir do momento em que o fazemos e se dá apenas na nossa mente animal. Podemos discorrer anos sobre a natureza de tudo para, finalmente, chegarmos à conclusão que ela é intrínseca a tudo. Portanto omnipresente.

A humanidade tem afirmado que o universo é magnético. Independentemente do nome que se dê à energia, é inequívoco que tudo que acontece aqui e no multiverso se dá porque é possível. O que possibilita que algo aconteça ou ocorra é alguma lei da Natureza omnipotente. Mesmo os “milagres” são eventos cuja lógica intrínseca, circunstancialmente, ignoramos.

Tudo são ondas de energia, desde o Big Bang até nossos pensamentos são fenômenos naturais que permanecem magneticamente gravados no “Campo” ou, como diriam os Indus, no Akasha. Trata-se aqui da omnisciência da Natureza.

Eis aqui porque sagramos a Natureza omnisciente, omnipotente, omnipresente: porque o físico e o metafísico são naturais! Deus é Natural.

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Na mitologia judaico-cristã a serpente seduz a mulher, esta seduz o homem e, por isto, homem e mulher são expulsos do paraíso. Entenda-se por cristã as ideologias das igrejas e não o cristianismo original que era reformador do judaísmo e foi rejeitado pelos judeus e sincretizado por Roma.

Na mitologia indiana a serpente representa o kundalini, é a energia vital natural. Um aspecto importante dessa energia é a sexual, essencial à natureza humana.

Em ambas as mitologias a serpente representa a Natureza!

Ao separar o homem da natureza, a mitologia judaico-cristã o divorcia do mundo real e o encaminha para o que chamamos de cultural, isto é, o criado pelo homem sobre a Natureza. Ela o faz crer que é um ser à parte da Natureza e que a sociedade é seu centro. A partir dessa distorção, desenvolve-se uma mitologia em que o homem disputa com a Natureza, a Natureza compete com Deus e Deus, seu criador, omnisciente e omnipotente, condena a Natureza, neste caso representada pela serpente que no mito representou sua antagonista.

Esse dado de programação religiosa nos conduziu ao atual estado avançado de deterioração do meio ambiente. A metáfora a ser extraída dessa mitologia nos leva a crer que somos seres especiais e superiores a tudo o mais na Natureza, e isto nos autorizaria a dominar a Natureza para atender nossos interesses à parte dela.

O fato é que não somos superiores à Natureza e não podemos dominá-la como um todo, somos espécie enquanto ela é gênero. Ao ignorarmos isto cometemos o equívoco que nos conduziu ao estado doentio em que nos encontramos. Resta-nos a alternativa de corrigir o rumo a partir de uma nova mitologia, a Sagração da Natureza, caso contrário, a julgar pelo fato de que os meios adotados condicionam a um fim previsível logicamente, nos extinguiremos inevitavelmente.

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A IHSN não tem pastor e nem ovelhas, mas, apenas adeptos. Não somos um rebanho, mas sim indivíduos conscientes ou em busca de consciência e capazes de se associarem em prol de um interesse comum. Também não tem fiéis, pois procuramos conhecer em vez de só confiar. Sabemos que arcamos com as consequências de nossas escolhas e assumimos a responsabilidade por nossas vidas e o que nelas ocorre, entendemos que atribuir responsabilidade a outrem pelos fatos de nossas vidas é simples infantilidade.

A origem do dízimo é a reserva de 10% da colheita para o replantio. Em vez de adotar o dízimo, recomendamos a poupança pessoal do valor relativo.

Certa vez indaguei a um pastor: Por que você explora um povo tão miserável com a cobrança de dízimos? Ao que ele me respondeu: “Deus não os teria criado ovelhas se não os quisesse tosqueados”.  Surpreso com o sinismo da resposta, pensei: já assisti esse filme antes.

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Segundo a Mitologia Judaico/Cristã,  Lúcifer, o Demônio, trabalha para nós.

Na mitologia judaica, Deus criou os anjos imortais, depois criou os homens e ordenou que os anjos servissem a estes últimos. Lúcifer, o mais luminoso dos anjos, se negou a servir aos homens e, por isto, foi por Deus precipitado aos infernos.

Segundo essa mesma mitologia, Deus é onipotente, portanto nenhum dos seus desígnios poderia ser contrariado. O Demônio não pode evitar cumprir a ordem de Deus e servir aos homens. Resulta disto que Lúcifer, o Demônio, é um emissário de Deus, que nos serve pela via da dor, da adversidade, do sofrimento.

Cristo disse que devemos amar os nossos inimigos. Por inimigos entendemos as adversidades. Não podemos ignorar que estas nos compelem a evoluir, são parte da nossa evolução.

Amar envolve compaixão, sofrer junto, e perdão, entretanto, perdoar é uma disposição interna, não implica em dar remissão.

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