Blog da Mentora IHSN

Igreja Holística Sagração da Natureza.

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Meu Deus…

Einstein quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”.

Este é o Deus ou Natureza segundo Spinoza (ou Espinosa):

Se Deus tivesse falado: “Para de ficar rezando e batendo o peito!

O que Eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.

Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Para de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.

Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Para de me culpar da tua vida miserável:

Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador ou que tua sexualidade fosse algo mau.

O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.

Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Para de ficar lendo supostas escrituras sagra das, que nada têm a ver comigo.

Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho…

Não me encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir.

Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Para de ter tanto medo de mim.

Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo.

Eu sou puro amor.

Para de me pedir perdão.

Não há nada a perdoar.

Se Eu te fiz…

Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.

Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?

Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportam bem,

pelo resto da eternidade?

Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.

A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.

Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre.

Não há prêmios nem castigos.

Não há pecados nem virtudes.

Ninguém leva um placar.

Ninguém leva um registro.

Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho: Vive como se não o houvesse.

Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.

E se houver, tenha certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.

Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste…

Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Para de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar.

Eu não quero que acredites em mim.

Quero que me sintas em ti.

Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha,

quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Para de louvar-me!

Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?

Me aborrece que me louvem.

Me cansa que agradeçam.

Tu te sentes grato?

Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.

Te sentes olhado, surpreendido?…

Expressa tua alegria!

Esse é o jeito de me louvar.

Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.

A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.

Para que precisas de mais milagres?

Para que tantas explicações?

Não me procures fora. Não me acharás!

Procura-me dentro… aí é que Estou, batendo em ti.

Baruch Spinoza.

As palavras são de Baruch ou Bento ou Benedictus Espinoza – nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Era de família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.

Essas palavras foram ditas em pleno Século XVII.

 

 

Importante mudança de foco que pode proporcionar uma mudança sudável na nossa limitada visão humanista do universo…

 

Vídeo feito por Carlos Chavira. Original em: TV Carlos Chavira

Visão Holística em DROPS

Essa é a chamada para a nova série do Programa Visão Holística que os Mentores da Igreja Holística Sagração da Natureza apresentam na TV Vale das Artes de Peruíbe.  Eles também serão inseridos no canal da Igreja no Youtube.

Visitem nosso canal:

Nosso Canal no Youtube

Desastres-NaturaisOs fenômenos climáticos recentes indicam que algo importante está acontecendo.

Nos últimos séculos o distanciamento entre humanidade e natureza tem se acentuado.

Construimos um mundo cultural em que a tecnologia ao mesmo tempo que nos possibilita maior acesso ao conhecimento também nos aliena do mundo natural.

Como chegamos a esta situação?

A mais antiga civilização conhecida, a dos Sumérios (3800 a.C.), empenhava esforços iguais para entender tanto o mundo ao redor quanto o mundo espiritual.

Os chineses  viam o mundo como uma interação dinâmica entre forças energéticas em constante movimento.

rppn_35970Os povos de cada continente viviam uma relação harmonioza com seu entorno – os animais e as plantas, o sol e a lua, a chuva, a Terra viva.

Na Grécia antiga, os filósofos pré-socráticos respeitavam e estudavam os elementos naturais.

Aristóteles inovou com a idéia do ser humano superior a tudo na Terra.

Esse sofisma começou a nos afastar do mundo natural.

No Ocidente cultivou-se a idéia que o mundo expressava a vontade de um criador metafísico.

A “ordem” vinha de cima…

william_blake_house_shop_postcardO filósofo René Descartes, séc. XVII, separou a mente do corpo e a humanidade da natureza. Essa separação vem causando uma infinidade de problemas até hoje.

Mais tarde, o filósofo e cientista britânico Francis Bacon chegou ao cúmulo de afirmar que a natureza deveria ser, nas palavras dele, “acossada em suas perambulações”, “obrigada a servir”, “escravizada” e “torturada para dela extrairmos seus segredos”.

Esses falsos paradigmas causaram o divórcio entre a humanidade e a natureza.

Contudo, a Terra, o Homem e o Universo permaneceram se relacionando magneticamente.

Essa relação é simbiótica e harmônica.

Infelizmentemento, para nós, essa percepção foi sendo lentamente relegada ao inconsciente, sendo essa é a origem de tanta iniqüidade, sofrimento, corrupção, ansiedade e outras tantas aflições que permeiam a vida moderna.

A Natureza é a fonte de tudo e esse conhecimento ancestral está preservado nas mitologias dos povos naturais.

As mitologias orientais indicam essa mesma relação harmônica entre a natureza humana terrestre e universal, que é Una.

polaridade074 web (1)O Homem saudável tem o seu pólo positivo voltado para a Terra e o negativo para o Universo.

O positivo é ativo e o negativo é receptivo.

Essa relação pode ser compreendida com a ajuda de três pequenas arruelas imantadas e um lápis.

Cada arruela representa um dos entes naturais, portanto vamos colocá-los no lápis na seguinte ordem: Terra, Homem e Universo.

Quando o Homem está em relacionamento simbiótico com a Terra os três discos se atraem e se unem em um Todo harmônico e Holístico.

Quando a polaridade é invertida o que antes atraía passa a repelir.

Sem se dar conta o homem permitiu que sua polaridade fosse invertida.

A inversão da polaridade humana rebaixou conceitualmente tudo o que é da Terra e também criou e sublimou um ente universal.

Magneticamente o homem passou a rejeitar sua própria natureza, a ter medo do céu e aversão ao mundo natural.

A Igreja Holística através da Sagração da Naturezavisão holística trabalha para reverter e corrigir essa polaridade desarmônica entre o homem e a ecologia.

Nosso Santuário Virtual é a forma segura de acessar o inconsciente, despertar nossas potencialidades latentes e naturalmente restaurar nossa relação saudável com o Universo.

atmosfera terrestre

ser integralO membro da Igreja Holística Sagração da Natureza procura desenvolver integralmente todo seu potencial.

Evita delegar poderes, assumindo holisticamente suas responsabilidades e aprendendo com seus erros e acertos.

Trabalha bem em parceria com outros seres que também buscam a consciência.

O livro “Discurso Sobre a Servidão Voluntária” de Etienne de La Boétie que você pode ler no Blog do Mentor  é recomendado por nós.


Podemos construir juntos um Espaço Sagrado Virtual.

Um lugar ideal para restabelecer a comunicação com o Universo, reconectar nossos sentidos com a Natureza e recuperar nossa saúde e bem estar; estamos em busca de ” Re-ligare”, ligar de novo, reconectar, o verdadeiro sentido da palavra “religião”. Nós podemos alcançar esse conhecimento através do exercício e prática de técnicas de meditação criativa, fáceis de aprender, para pessoas de todas as idades.

A meditação criativa autogênica desenvolve e treina os seis sentidos e pode ser realizada tanto por crianças; como um jogo criativo e muito divertido; quanto por idosos ou até pessoas acamadas, bastando que tenham uma capacidade normal de compreensão.

O estudo das linguagens simbólicas, para nossa comunicação com o universo de energia, nos ajuda a entender o significado dos sonhos tornando-os mais organizados  e compreensíveis. O trabalho com as metáforas exercita nossa imaginação criativa.

Nosso principal objetivo é reunir e trabalhar com um grupo de pessoas que já respeitem a Natureza Universal, se recordem de como viam o mundo quando crianças, com suas infinitas manifestações, seus múltiplos mundos paralelos e dimensões. As meditações ativas nos permitem a vivência e prática dos conceitos atuais da Física Quântica abrangendo inclusive a idéia de Multiverso. Um grupo que estará apto a criar um Santuário Virtual, a meio caminho entre o Universo Material e o Universo de Energia, entre o Mundo Cultural e o Mundo Natural.

À medida que formos crescendo em número, consciência e coerência, poderemos transformar o mundo à nossa volta. Interessado?  Então visite nosso site clicando no gif do Santuário Virtual.

No site do Santuário Virtual, trabalharemos com as Curas Energéticas, abordando: Anatomia Sutil, Homeopatia, Acupuntura, Fitoterapia, Florais, Radiestesia e Radiônica, entre outras técnicas.

Leiam abaixo excelente artigo do grande BIÓLOGO EVOLUCIONISTA:

O homem, esse animal suicida, segundo Jared Diamond

LE MONDE CULTURE ET IDEES | 27.09.2012 à 16h36

Por Frédéric Joignot

Ele mora em Bel Air, bairro muito chique com exuberantes jardins de Los Angeles, em uma grande casa de madeira, cheia de estampas de animais. Com sua barba imponente, nos seus 74 anos ele mais parece um velho pregador amish. Devo dizer que este professor de geografia na UCLA, da venerável universidade da “Cidade dos Anjos”, biólogo evolucionista de renome, volta de novo à cena depois do fracasso da Rio +20, onde nenhuma ação importante foi tomada para tornar nosso planeta mais sustentável.

Desde então, muitos se perguntam se, finalmente, Jared Diamond não teria razão. Se a humanidade não corre célere para um desastre ecológico, perigo contra o qual ele advertiu em seu ensaio Colapso (2005). Neste best-seller internacional, duramente debatido pela elite científica, Diamond mostra como, em várias ocasiões, as destruições do meio ambiente têm contribuído para o colapso de sociedades. O autor vai ainda mais longe ao falar de “ecocídio”- genocídio ecológico. Enquanto alguns criticam o seu artigo, Diamond dá palestras ao redor do mundo, apelando para que a humanidade se reoriente.

SUSTENTABILIDADE E AUTODESTRUIÇÃO

A Cumbre do Rio mostrou que, com crise econômica, as exigências ecológicas passam a um segundo plano. Ainda recentemente fomos informados, um mero exemplo, entre outros, que o gelo do Ártico corre o risco de derreter antes de 2020, que as geleiras da Groenlândia estão ameaçadas, o que vai acelerar ainda mais o aquecimento global e perturbar fortemente  a circulação das águas oceanicas. Teríamos entrado no cenário trágico descrito por Jared Diamond em Colapso? Ele nos responde: “A humanidade está em uma corrida entre duas escuderias: A da sustentabilidade e a da autodestruição. Hoje em dia os carros correm mais ou menos na mesma velocidade, e ninguém sabe quem vai ganhar. Mas conheceremos o resultado antes de 2061, quando meus filhos tiverem minha idade, sobre quem é o vencedor”.

Se Jared Diamond é tão ouvido, discutido e contestado, é porque ele revolucionou a narrativa clássica da história, através de três livros colossais, onde ele descreve em detalhes as relações conflitantes entre a humanidade e a natureza, há mais de 13.000 anos. Antes de Colapso, escreveu O Terceiro Chimpanzé (1992), que descreve as primeiras devastações do homo sapiens sobre a natureza, e nos faz imaginar um futuro difícil, e o livro A Desigualdade entre as Sociedades (1998), que mostra como a geografia ajuda ou penalisa o desenvolvimento das civilizações – esse último lhe rendeu o Prêmio Pulitzer.

Com Diamond, torna-se impossível separar a aventura humana da geografia para compreender o desenvolvimento ou o declínio das sociedades, independentemente dos recursos naturais dos países, de sua exploração ou de sua degradação. Ouçamos suas palavras: “Não se pode imaginar por que não foram os índios da América do Norte que conquistaram a Europa com caravelas carregando fuzis e canhões, ou porque os aborígenes australianos não dominaram a Ásia sem comparar a riqueza agrícola destas regiões, os animais que lá viviam, a lentidão com que a agricultura foi estabelecida, e, além disso, o pensamento técnicista  e  a gestão dos recursos. ”

O EXEMPLO DO FÉRTIL CRESCENTE

Jared Diamond também aborda o berço da nossa civilização, o famoso Crescente Fértil (Irã, Iraque, Síria, Líbano, Jordânia, etc.), onde apareceu, pela primeira vez, uma sociedade agrícola, sedentária, artesanal, equipada com ferramentas, e que, depois, seria urbana. Para ele, este milagre foi possível por três motivos: “O trigo, cevada, grão de bico, lentilha, linho cresciam de forma nativa naquela região, podendo ser cultivados, armazenados, e trançados para gerar o linho. Cinco espécies de animais essenciais à alimentação, ao transporte e aos trabalhos agrícolas lá viviam – os cães, as ovelhas, os porcos, os bovinos, os cavalos. Finalmente, os grandes rios e o Mediterrâneo permitiram que os conhecimentos fossem disseminados e aperfeiçoados”.  Diamond compara em seguida o Crescente Fértil com a Austrália, onde, nessa mesma época, não se encontrava nenhum mamífero domesticado e apenas uma noz cultivada.

O biólogo Diamond quer refutar qualquer explicação sobre as desigualdades humanas com base na disparidade racial ou genética entre as populações. Para ele, unindo-se aos estudos  do historiador Fernand Braudel, apenas a  biogeografia e a ecologia  científica  permitem compreender as enormes diferenças no crescimento das sociedades. Ou no seu declínio também… O Crescente Fértil foi degradado quando o homem começou a desmatar para construir frotas de guerra, causando irremediável desertificação.

Para fundamentar suas análises, Jared Diamond leva em conta as medições coletadas pela paleoecologia (estudo de biótopos passados), pela palinologia (coletando pólens antigos), pela dendrocronologia (datação da madeira), pela estratigrafia, pela paleoclimatologia, pela geoquímica e pela paleogenetica para estudar a relação das populações com sua terra, para compreender se as culturas eram muito intensivas ou sustentáveis. Ele também convoca a antropologia forense para descrever qual era o estado de saúde dos ricos e dos pobres, a idade média das pessoas, o trabalho das mulheres, etc.

Apenas ele poderia explicar que a agricultura, desde seu surgimento, não teve apenas conseqüências favoráveis: “Estudos mostram que os caçadores-coletores que viviam antes da agricultura estavam em melhor  estado de saúde e mais bem nutridos do que os cultivadores. Sua dieta era mais variada em proteínas e vitaminas, eles tinham mais tempo disponivel e dormiam bastante”.  Além disso, as pessoas desconfiavam da agricultura. Ela não foi adotada na Europa senão lentamente (um quilômetro por ano!). Nos Estados Unidos, idem (os Ameríndios da Califórnia recusaram-se a praticá-la até o século XIX). Desde o início ela era sinônimo de má nutrição, de epidemias e doenças parasitárias, por causa da promiscuidade e das descargas de águas usadas.

Acrescentemos que a agricultura deu origem a uma estratificação social entre a massa de camponeses com problemas de saúde, onde as mulheres se esgotavam nos sucessivos partos (as lesões nos esqueletos e  as  múmias atestam), e uma pequena elite pouco produtiva que governava (funcionários públicos, comerciantes, príncipes, sacerdotes, senhores da guerra). Diamond diz: “Esta divisão persiste entre uma elite mundial saudável, que come carne, e aproveita dos recursos do petróleo e das terras dos países do Sul, e os camponeses pobres que muitas vezes tiveram destruídas suas culturas de subsistência”. Esta situação, segundo ele, se perpetua no  Hemisfério  Sul, criando insegurança alimentar. Resultado: “Mais de um bilhão de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza extrema”.

DEZENAS DE GENOCÍDIOS

Para a americana J. R. McNeill, da Universidade de Georgetown, como para outros historiadores, Diamond expandiu os limites da disciplina história, combinando-a com o campo das ciências naturais. Ele confirma: “Eu abordo as sociedades passadas e presentes observando seu crescimento e a sua fragilidade e me interesso por todas as variáveis ​​mensuráveis ​​que contribuem para essa análise. Sou um historiador comparativo do longo prazo.”.

Sua constatação nos assusta: Desde a Idade da Pedra, a humanidade nunca interrompeu a contínua destruição de outras espécies, devastando gradualmente a biodiversidade. Jared Diamond admira o homem pelo seu gênio inventivo, mas ele também o vê como um genocida: “Quando os homens cruzaram o Estreito de Bering, há 12.000 anos AC, e ganharam a América do Norte, eles se entregaram a uma carnificina incrível. Em poucos  séculos, eles exterminaram os tigres de dentes de sabre, leões, alces, veados, ursos gigantes, bois almiscarados, mamutes, mastodontes, preguiças gigantes, os glyptodontes (tatus de uma tonelada),  castores colossais, camelos, grandes cavalos, enormes rebanhos de búfalo. ” Os animais, que haviam sobrevido  a três eras glaciais,  pereceram: 73% dos grandes mamíferos na América do Norte,e  85% na América do Sul. “Foi a extinção animal mais massiva desde os dinossauros, continua Jared Diamond. Estes animais não tinham nenhuma  experiência com a ferocidade do homo sapiens. Foi sua desgraça. Desde então, nós continuamos a  eliminar inúmeras espécies”.

Matar em série, de forma planejada, lobos e macacos também praticam. Mas o homem massacra em proporções sem precedentes. Em todas as épocas, muitas vezes por questões de território, mas também por razões etnicas (racismo) ou psicológicas (designação de um bode expiatório, inferiorização do outro), o homem sempre procurou destruir os seus rivais e as minorias. Dezenas de genocídios, combinando perseguições, massacres, epidemias, em grande ou pequena escala, ocorreram em todos os momentos, em todos os lugares.

Se o genocídio de judeus e de ciganos ainda é lembrado, não nos esqueçamos, diz Diamond, que pouco se aprendeu com ele”: Desde 1950 contamos 20 episódios de genocídio, dois dos quais envolveram mais de um milhão de vítimas (Bangladesh e Camboja na década de 1970), e mais quatro de 200.000 (Sudão e Indonésia na década de 1960, e Burundi e Uganda, na década de 1970). O genocídio faz parte de nossa herança pré-humana e humana”.

O DECLÍNIO DOS MAIAS

Jared Diamond também se interessou por civilizações ​​que desabaram, perguntando se a nossa estaria ameaçada. Além disso, as páginas do livro Colapso que ressoam mais fortemente com as preocupações de hoje são aquelas que tratam das civilizações desaparecidas, onde a destruição do meio ambiente foi preponderante: a da Ilha de Páscoa, das ilhas de Henderson e Pitcairn, a dos ameríndios Anazari do sudoeste dos Estados Unidos, a dos Vikings do Norte.

E, especialmente, pelo império dos Maias. Diamond mostra como os maias cortaram as árvores até o topo dos morros para fazer gesso, enquanto praticavam o cultivo intensivo de milho. Ele nos relata o que aconteceu: “Este desmatamento liberou solos ácidos, que foram contaminando vales férteis, o que foi afetando as chuvas. Finalmente, entre 790 e 910, a civilização Maia da Guatemala, que conhecia a escrita, irrigação, astronomia, que construia cidades pavimentadas e templos monumentais, com sua capital, Tikal, de 60 000 habitantes, desapareceu. Foram cinco milhões de famintos deixando as planícies do sul, abandonando as cidades, vilas e casas. Eles fugiram na direção de Yucatán, ou começaram a se matar uns aos outros, lá mesmo”.

Diamante destacou em seu estudo sobre o “collapsus” (do latim lapsus, “cair”) “cinco fatores decisivos”, que ele diz encontrar em cada decadencia, e fala de um “processo de destruição quase sempre inconsciente”.  Quais seriam esses fatores? Um- Os homens infligem danos irreparáveis ​​ao meio ambiente, esgotando os recursos essenciais para a sua sobrevivência. Dois: uma mudança climática perturba o equilíbrio ecológico, seja  natural ou consequência de atividades humanas (seca, desertificação). Três: a pressão militar e econômica por vizinhos hostis aumenta devido ao enfraquecimento do país. Quatro: a aliança diplomática e comercial com os aliados para fornecer bens necessários e apoio militar se desfaz. Cinco: os governos e as elites não têm os meios intelectuais para avaliar o agravamento do colapso ou pior, o colapso é agravado pelos comportamentos dessas castas, que continuam a proteger os seus privilégios no curto prazo.

Jared Diamond aplicou esta grade analítica a nossa época. “Encontramos os cinco fatores nos desastres de Ruanda, Afeganistão, Somália, África Sub-saariana, nas Ilhas Salomão e no Haiti.” Ele vê ainda o ” fator um ” (grandes danos ao meio ambiente) associado com o “fator dois” (aquecimento climático de origem humana) na China, Rússia e Austrália. Ele também lamenta a degradação ecológica do Estado de Montana o mais arborizado dos Estados Unidos, cujas neves eternas derretem.

Ele esboça uma longa lista de danos ambientais que ameaçam a biosfera a  curto prazo: a crise da água potável que alcança um bilhão de pessoas, enquanto os lençois freáticos estão cada vez mais baixos ; destruição de pântanos, manguezais, recifes de coral ; extinção  em massa de grandes espécies de peixes marinhos; a devastação do fundo dos oceanos;  a desertificação dos solos e a forte diminuição do tamanho das últimas grandes florestas nos trópicos; Devido ao uso intensivo de agrotóxicos e de desfolhantes o massacre de grande quantidade  de espécies úteis como insetos, polinizadores, bactérias do solo, minhocas, pássaros: “É como se retirássemos aleatoriamente  pequenos rebites e parafusos na montagem de uma aeronave”, diz ele. Finalmente, a incerteza sobre a magnitude do aquecimento global o preocupa muito: “Não sabemos nada sobre eventuais mudanças climáticas novas resultantes da mudança na circulação oceânica, a partir do derretimento da cobertura de camadas de gelo”.

Greenpeace construíu um coração com 193 bandeiras de países membros da ONU sobre o gelo do Ártico, 14 de setembro de 2012.

Aqui ele se une aos medos de glaciólogos e climatologistas em função do rápido desaparecimento do gelo do mar Ártico observado no final de agosto pela NASA. A cobertura de gelo foi reduzida pela metade em 30 anos. Todo mundo está se perguntando qual será o impacto sobre o clima. Muitos já anunciaram um aumento de calor e umidade, variações maiores de temperatura ou chegando a eventos extremos, até então desconhecidos. E sem ser capaz de precisar o tamanho do impacto. Os pesquisadores falam de uma rápida “modificação do sistema de tempestades no hemisfério Norte.” Outros temem um “efeito dominó″ descontrolado: o papel do espelho solar de gelo diminuindo, a radiação vai se agravar, o gelo vai derreter em todos os lugares, a Groenlândia será afetada no curto prazo, o que vai acelerar a elevação das águas, enquanto libera enormes quantidades de metano, gas de efeito estufa poderoso. De acordo  com Peter Wadhams, um dos especialistas do oceano polar “, não será possível fazer praticamente mais nada a partir dos próximos dez anos.”

Nos Estados Unidos, William Rees, professor de ecologia da Universidade de Columbia, apresentou Colapso como “um antídoto necessário” aos ecoceticos. Climatologistas e pesquisadores para quem nós acabamos de entrar na “Antropocena” – uma era em que as atividades humanas constituem uma força geológica e climática poderosa e perigosa– enxergam Diamond   como um aliado. Quanto aos ecologistas políticos, eles o associam ao filósofo alemão Hans Jonas, que, no livro “O Princípio da Responsabilidade ”(1979),   advertiu a humanidade contra a “irreversibilidade” e “interdependência” dos danos causados ​​ao ambiente.

Adversários das idéias de Diamond é que não faltam. Historiadores o acusam de catastrofismo, outros de que ele dá demasiada importância aos impactos ecológicos, enquanto outros o criticam por negligenciar as causas sociais, políticas, burocráticas e religiosas do declínio das sociedades. Muitos preferem ficar com as análises feitas pelo Arnold Toynbee em “Um Estudo da História” (1934-1961), para quem “as civilizações morrem de suicídio, e não de homicídio” por causa da degeneração das elites desfrutando de “privilégios hereditários que já  cessaram de merecer “, tornando-se incapazes de se adaptar a novas ameaças.

INOVAR DIANTE DOS PERIGOS

Face ao desastre anunciado, alguns se opõem ao trabalho do arqueólogo Joseph Tainter no “Colapso de sociedades complexas” (1990), onde ele afirma que as sociedades desenvolvidas conseguemgerenciar a “adversidade ambiental” por meio de uma “administração central”. Este último não pode acreditar “na idiotia das elites em face do desastre”.  Um grupo de antropólogos americanos publicou em 2009 “Questionando o Colapso”, onde eles identificaram muitos erros e exageros feitos por Diamond em sua apresentação sobre o  declínio dos Maias, mas, sobretudo, onde eles defendem a resiliência dessas sociedades em risco. Este é um argumento recorrente dos adversários das teses de Colapso: o livro esquece o princípio da esperança, subestima a engenhosidade humana e sua propensão a reagir, para um despertar para uma nova consciência, para inovar diante do perigo.

As críticas  quanto a seu pessimismo são descartadas por Jared Diamond: “Nós esquecemos o subtítulo do meu livro” Como as sociedades escolhem desaparecer ou sobreviver”. Nós ainda temos uma escolha … Em Colapso, descrevo várias sociedades que  foram capazes de impedir tragédias ambientais, como a japonesa salvando suas florestas no período Edo,  e dos holandeses com seus polders ( NT- polders =  terras que os holandeses ganharam do mar com seus diques).  Daí a minha metáfora: “Temos de pensar o planeta como um polder.”

Quanto aos argumentos de Tainter sobre o despertar das elites, Jared Diamond diz que gostaria de acreditar. Mas ele critica o historiador por não enxergar a “cegueira de chefias”, que levam uma vida protegida, como a classe rica do Haiti, empoleirada na colina Piétonville, acima de uma Port-au-Prince devastada. E quando ele é acusado de dar muita importância à geografia e à ecologia, Diamond tem esta fórmula: “Dê um passeio nu no Pólo Norte, sob um  sol quente, e  tente crescer o trigo, e em seguida venha me falar sobre o pequeno papel do clima na história e do espírito humano. ”

O DOLOROSO “FATOR 32″

Alguns críticos acusam Jared Diamond de exagerar os riscos de superpopulação, dramatizando em excesso e, de encarnar esse desprezo ocidental pelos povos do Sul que pretendem consumir como nós, e não se concentrar em soluções concretas que esses países do Sul poderiam inventar. “A população não é o problema, mas o que ela consome e degrada sim, responde Jared Diamond. Se os homens vivessem em uma câmara fria, nós não teríamos nenhum problema de recursos.”

Ele faz essa comparação: “O Quênia tem uma população que cresce  mais de 4% ao ano. Isto é um problema para os 30 milhões de pessoas daquele  país que sofrem de desnutrição, mas eles não são um fardo para o resto do mundo. .. por que os quenianos consomem muito pouco.  O problema são os 300 milhões de americanos onde, cada um deles, consume tanto quanto os 30 milhões de quenianos.  E eles acabam  fazendo o mundo todo  pagar essa conta: emissões, o aquecimento global, o desmatamento, a criação pecuária intensiva ”

Jared Diamond fala de um “fator de 32″ que faz mal ao planeta. “O consumo médio per capita de recursos como o petróleo e os metais, ou a produção média de resíduos, como plástico ou as emissões de gases de efeito estufa, são, em média, 32 vezes maior nos países desenvolvidos.” Ele tira então conclusões alarmantes. “As taxas de consumo na China são 11 vezes menores do que as taxas nos EUA. Mas se amanhã toda a China ultrapassar os níveis de vida dos norte-americanos, o consumo mundial de petróleo vai aumentar 106% e o dos metais em 94%. Se a Índia seguir no mesmo rítmo, eles iriam triplicar. Da mesma forma as emissões de gases de efeito estufa e as poluições de todos os tipos”

E, se em razão da ascensão da China, da Índia e de outros países, o consumo mundial aumentasse 11 vezes, esse valor, diz Jared Diamond, equivaleria a uma população mundial de 72.000 bilhões de habitantes. “Os otimistas acreditam que podem viver na Terra 9,5 bilhões de habitantes, mas poderíamos viver  se chegássemos a  72 bi? Não, recursos terrestres não seriam suficientes …”

Jared Diamond

Jared Mason Diamond (Boston, 10 de setembro de 1937) é um biólogo evolucionário, fisiologista, biogeógrafo e autor de não-ficção estado-unidense. Ele é mais conhecido pelo seu livro Guns, Germs, and Steel (Armas, germes e aço no Brasil, 1997), vencedor do Prêmio Pulitzer.

Biografia

É filho de um pai médico e uma mãe professora, música e lingüista. Depois de cursar a Roxbury Latin School, obteve seu Bacharelado pela Universidade de Harvard, em 1958, e seu PhD em Fisiologia e Biofísica de membranas pela Universidade de Cambridge, em 1961. Entre 1962 e 1966, retornou a Harvard como um junior fellow. Tornou-se professor de Fisiologia na UCLA Medical School em 1966.

Entre seus vinte e trinta anos, Diamond também desenvolveu uma segunda carreira paralela em Ecologia e evolução dos pássaros da Nova Guiné, e fez diversas viagens de exploração na Nova Guiné e nas ilhas vizinhas. Em 1975, propôs uma importante teoria sobre a organização de comunidades ecológicas, as chamadas ‘regras de montagem’ (do inglês, assembly rules).

Depois dos 50 anos, Diamond gradualmente desenvolveu uma terceira carreira em história ambiental, tornando-se professor de Geografia e Ciências de Saúde ambiental na UCLA, sua atual posição.

Diamond fala uma dúzia de línguas, e seus livros baseiam-se em campos tão diversos quanto biologia molecular, linguística e arqueologia, bem como conhecimentos pontuais sobre design de máquinas de escrever e o Japão feudal.

Obra

Livros

Artigos

  • Curse and Blessing of the Ghetto (março de 1991) Discover, pp.60-66
  • Japanese Roots (junho de 1998) Discover
  • The Worst Mistake in the History of the Human Race (maio de 1987) Discover pp. 64-66
  • Ethnic differences. Variation in human testis size. (abril de 1986) Nature 320(6062):488-489 PubMed.

Ligações externas

Medicina Atual

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A MEDICINA QUE NÃO CURA

A entrevistada abaixo( consciência já expandida) traz ideias muito diferentes e inovadoras. Ninguém é forçado a aceitá-las, mas estou segura de que suas palavras merecem ao menos uma reflexão para avaliar-se a pressão exercida pela indústria farmacêutica e como seu ganho depende intrinsecamente da doença e não da saúde.

“Este artigo é sobre a medicina que não cura. Comento brevemente uma excepcional entrevista.

Mais que interessante entrevista, uma das pessoas com mais personalidade e dos valentes médicos do mundo que se atrevem a dizer o que pensam. A verdade é que viveram o comércio real que é hoje a medicina convencional, uma medicina que não cura, mas que faz mal.

Mostra como pouco a pouco mais e mais profissionais da saúde educados na alopatia (tratar o corpo em partes)compreendem que não é o caminho adequado a seguir e denunciam o que está acontecendo. E o que está acontecendo é que na medicina atual, os que tomam as decisões, antepõem interesses econômicos a benefícios reais para os pacientes. A relação com as farmacêuticas etc. Ela explica em seu livro A Máfia Médica.”(Dr. Gabriel Gaviña)

Entrevista realizada por Victor-M.Amela com Ghislaine Lactot, ex médica.

Nasci em Montreal (Canadá). Fui médica e hoje sou Ghislaine Lactot médica da alma. Divorciei-me duas vezes e tenho quatro filhos (de 37 a 28 anos) e quatro netos.

P – Política?
R -.Soberania individual! Creia em si, você é divino e o esqueceu. A medicina atual fomenta a enfermidade, não a saúde, o denuncio em meu livro “A máfia médica”.

P – Estou gripado, O que me receita?
R – Nada.

P – Nem um pouquinho de Frenadol?
R – Para quê? Para encobrir os sintomas? Não! Atenda a seus sintomas, ouça a si mesmo! E sua alma lhe dará a receita.

P – Mas me meto na cama ou não?
R – Pergunte a si mesmo, e faça o que crê que lhe convenha mais. Creia em si mesmo!
– Aos vírus não faz diferença o que eu creio!
– Ah, já vejo, elege o papel de vítima. Sua atitude é: “Peguei uma gripe. Sou vítima de um vírus. Necessito remédios!”. Sim, como todos…
– Minha atitude seria: “Me presenteei uma gripe. Sou a única responsável! Devo cuidar-me um pouco”. E me meteria na cama, repousaria, me relaxaria, meditaria em como me maltratei ultimamente…

P – Se “presenteou” uma gripe, diz?
R – Sim. Sua enfermidade vem de si, não vem de fora. A enfermidade é um presente que você se faz para encontrar-se consigo mesmo.
– Mas ninguém deseja uma enfermidade…
-Sua enfermidade reflete uma desarmonia interior – em sua alma. Sua enfermidade é sua aliada, assinala que olhe em sua alma, a ver o que lhe sucede. Diga obrigado, a ocasião lhe brinda de fazer as pazes consigo mesmo!
– Talvez seja mais prático uma pastilha …
– Fazer guerra à enfermidade? Isso propõe a medicina atual, e as guerras matam, trazem sempre mortes.

P – Não me dirá agora que a medicina mata …
R – Um terço das pessoas hospitalizadas o é por efeitos medicamentosos! Nos Estados Unidos, 700.000pessoas morrem por ano a causa de efeitos secundários de medicamentos e de tratamentos hospitalares.
(A cifra que dá é antiga, a das últimas estatísticas falam ao redor de 850.000 pessoas só nos Estados Unidos.)
– Morrerão igual sem medicamentos.
– Não. Não se mudamos o enfoque: a medicina atual esqueceu a saúde, é uma medicina de enfermidade e de morte! Não é uma medicina de saúde e de vida.

P – Medicina de enfermidade? Esclareça …
R – Na antiga China, um acupuntor era despedido se o seu paciente adoecia. Ou seja, o médico cuidava da saúde! Vê? Toda nossa medicina é, pois, o fracasso total. Conto isso a muitos de meus paciente sem consulta. Se hoje fosse assim, os médicos estariam todos despedidos!

P – Prefere medicinas alternativas, pois…
R – Respeitam mais o organismo que a medicina industrial. Homeopatia (será a medicina do século XXI), acupuntura, fitoterapia, reflexoterapia, massoterapia, a prática de yoga, a meditação ..São mais baratas … e menos perigosas.

P – Mas não te salvam de um câncer.
R – Diga isso á medicina convencional! Ela te salva de um câncer?

P – Pode fazê-lo, sim.
R – O que fará seguramente é envenená-lo com coquetéis químicos, queimá-lo com radiações, mutilá-lo com extirpações …
E ainda a cada dia aparecem mais cânceres! Por quê? Porque as pessoas vivem esquecendo sua alma (que é divina): a paz da alma será sua saúde, porque o corpo é o reflexo material de sua alma. Se reencontrar com sua alma, se a pacificar … não haverá câncer!
(O entrevistador não está convencido. Assim o educaram, de que a medicina convencional é capaz de curar o câncer. Gostei muito da resposta da Dra. Lactot porque não deixa lugar a dúvidas de que não é assim.)

P – Palavras bonitas, mas se um filho seu tivesse um câncer, o que você faria?
R – Alimentaria sua fé em si mesmo: isso fortalece o sistema imunológico, o que afasta ao câncer. O medo é o pior inimigo! O medo mina as autodefesas. Nada de medo, nada de submissão ao câncer! Tranquilidade, convicção, delicadeza, terapias suaves …

P – Perdoe-me, mas o mais sensato é acudir a um oncologista, a um médico especialista.
R – A medicina convencional deveria ser só um último recurso, e muito extremo… Se sua alma está em paz, isso jamais lhe fará falta.

P – Bem, pois tenhamos a alma pacificada. … Mas, por dúvida, tomemos vacinas.
R – Não! As fabricam com células ováricas de hasmster cancerizadas para multiplicá-las e cultivá-las em um soro de terneiro estabilizado com alumínio (isto a de hepatite B, com seu vírus):você injetaria isso em seus filhos?
– Já lhes fiz injetar a várias…
– E eu aos meus: fui médica, e na época não sabia ainda tudo o que sei hoje… mas hoje meus filhos não vacinam a seus filhos!
– Eu creio que seguirei vacinando-os.
– Por quê? A medicina atual mata moscas a marteladas: nem sempre morre a mosca, mas sempre quebra a mesa de cristal. São tantos os daninhos efeitos secundários.

P – Por que você desistiu da medicina?
R – Eu me fiz médica para ajudar. Dediquei-me à flebología, às varizes. Cheguei a ter várias clínicas. Mas fuidando-me conta do poder mafioso da indústria médica, que atenta contra nossa saúde, que vive à custa de estarmos enfermos! O denunciei… e me tiraram do Colégio de Médicos.
– Ou seja, já não pode mais receitar…
– Melhor! Os medicamentos são fabricados pensando na lógica industrial do máximo beneficio econômico, e não pensando em nossa saúde. Ao contrário, se estamos enfermos, a máfia médica segue ganhando dinheiro!

P – A quem chama de “máfia médica”?
R – A Organização Mundial da Saúde(OMS), as multinacionais farmacêuticas que a financiam, aos governos obedientes, a hospitais e a médicos (muitos por ignorância). E o que há detrás? O dinheiro!
- Você não escolhe inimigos pequenos…
- Eu sei, mas se me tivesse calado, teria adoecido e hoje já estaria morta.

P – Qual foi sua última enfermidade?
R – Faz dois dias, ha, ha… uma diarréia!

P – Vejamos, o que refletia isso de sua alma?
R – Oh, não sei, não o analisei…Limitei-me a não comer… e já me sinto bem!

P – Mas e se passa mal, eh…?
R – Se a enfermidade o visita, acolha-a, abrace-a! Faça a paz com ela! Não saia correndo como louco em busca de um médico, de um salvador… O salvador vive dentro de si. O salvador é você. Você é Deus!

- Um de meus mestres favoritos na medicina alternativa é o Dr. Bill Nelson, inventor, entre outras coisas, do Quantum SCIO, um aparelho de biorressonância que hoje é usado por milhares de médicos em todo o mundo. Ele diz sempre: “Se te dói algo e tens a má sorte de tropeçar com um médico…corre desesperadamente para afastar-te dele.”

O informe do Nutrition Institute of América (organização sem fins lucrativos) relata que entre os anos de 1993 e 2003, ocorreram 7.841.360 mortes nos Estados Unidos por diagnósticos incorretos e por efeitos de iatrogenia (reações adversas a drogas farmacológicas), ou seja, 784.136 mortes por ano.

É de se parar para pensar, não é?

Fonte: http://muybio.com/medicina-que-no-cura

      Recebi de uma amiga, recentemente, uma apresentação em Power Point de uma aula sobre a história geológica da Terra. Foi concebida em uma escala de tempo desde o presente até a formação do planeta, há  4,6 bilhões de anos. A linha de tempo está dividida em éons, eras, períodos, épocas e idades que se baseiam nos grandes eventos geológicos da história do nosso planeta.

      Vale a pena assistir.

      Para fazer o download basta seguir o link:

       http://www.4shared.com/document/KSSX9J73/Terra_uma_Pequena_Historia_by_.html

 

      O vídeo a seguir mostra o que é geometria sagrada e como os padrões se repetem a partir dos fractais.

 

 

PÁSCOA

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      O cálculo para o domingo de Páscoa foi definido na Idade Média.  É o primeiro domingo após a primeira lua cheia, que ocorre depois do Equinócio da Primavera no hemisfério norte e do Outono no hemisfério sul.  Pode ocorrer entre 22 de março e 25 de abril. O significado da Páscoa para os cristãos é de ressurreição e está vinculado ao Equinócio da Primavera do hemisfério norte, que traz o renascimento da Natureza depois do frio rigoroso do inverno. Vários rituais pagãos celebravam esse momento de renovação e recomeço.

      Apesar de vivermos no hemisfério sul e estarmos em estação oposta,  início de recolhimento do Outono em direção ao Inverno, as energias de Áries estão exaltadas para todo o globo, indicando o começo de um novo ciclo.  A lua cheia funciona como uma lente de aumento para sentirmos as emoções geradas pelas novas configurações e suas conseqüentes  tendências.

   É o momento perfeito para analisarmos nossas fragilidades, que estarão amplificadas pela lua. Podemos superá-las com uma determinação acentuada por esta emoção. Funciona como um carimbo emocional,  um  rito  pessoal e íntimo.  Precisamos ser honestos e realistas com relação aos nossos objetivos maiores de vida,  e ao mesmo tempo abrir mão dos momentos fugazes de satisfação apenas dos sentidos, que podem  alterar o rumo de toda nossa vida futura.

      A este momento de introspecção podemos dar um nome que terá a função de trazê-lo à memória, de preferência todos os dias. Nós escolhemos o nome “ Restitutus “, significando ressuscitado,  renascido, recriado por vontade própria. Sempre que falarmos ou pensarmos nessa palavra, lembraremos da nossa disposição de mudança para melhor e domínio sobre nós mesmos.

      Ao longo do ano trabalharemos o conceito  de “Restitutus”  para ampliar a força da nossa decisão em direção ao aprimoramento pessoal. Todos nós sabemos que a união faz a força e nós podemos nos unir para gerar formas pensamento  harmoniosas.  Essa será uma ferramenta valiosa para a restauração de nossas melhores aptidões, a saúde da natureza e do  meio ambiente, abrindo um caminho em direção à beleza, equilíbrio e felicidade.

      Os Navajos têm uma imagem linda do que chamam o caminho do pólen. (1) O pólen é a fonte da vida; o caminho para o pólen é o caminho para o centro. Os Navajos dizem: “Oh, beleza diante de mim, beleza atrás de mim, beleza à minha direita, beleza à minha esquerda, beleza acima de mim, beleza abaixo de mim, estou no caminho do pólen”.

      Feliz RESTITUTUS para todos!!!

1 – Joseph Campbell, O Poder do Mito, ed. Palas Athena, pg.240.

      Existe um rito de passagem Maya chamado Kas Limaal.  Foi explicado para nós pelo escritor Martin Prechtel (1) como sendo a mudança da consciência infantil do ser humano, que se acredita especial e superior aos outros seres da natureza, para o conhecimento profundo de que todo animal, planta, pessoa, vento, estação, água, lua, sol… está ligado a tudo o que existe. É a iniciação necessária ao jovem maya para que possa entrar na dimensão dos adultos. Esse mito representa a maior mudança de consciência de um ser humano durante sua vida.

      O Calendário Maya, assim como nossos calendários atuais, não representa o ponto final da vida sobre a terra, apenas uma grande mudança de fase que afetará toda a humanidade.   Significa o momento de passagem de um grande ciclo para outro. Nossa espécie será desafiada a assumir a responsabilidade pelos próprios atos, compreendendo profundamente a lei natural de causa e efeito.

       É tempo de nos prepararmos  para o evento cósmico de 2012.   O observador cuidadoso poderá identificar no passado da humanidade os desvios que nos afastaram da natureza e da consciência holística.  Agora podemos trabalhar nosso amadurecimento mental,  emocional e espiritual através da religação à Natureza Sagrada de todo o Universo.

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      (1) Martin Prechtel nasceu em uma reserva indígena do Novo México.  Filho de mãe nativa canadense e pai paleontólogo suíço, viajou para a Guatemala em 1970 e se fixou em uma pequena vila, perto do lago Atitlan, habitada pelo povo Tzutijil, uma das numerosas sub-culturas Maya. Casou-se com uma nativa, teve dois filhos e foi instruído por eles, sendo admitido no Scat Mulaj (corpo político da vila) e alcançando a posição de Nabey Mam (1º chefe). Entre outros deveres tinha a responsabilidade de iniciar os jovens do vilarejo para que pudessem  ser admitidos no mundo adulto. Por ocasião da guerra civil foi obrigado a fugir com sua família e voltar aos Estados Unidos. Hoje mora no Novo México e viaja pelo mundo participando de conferências sobre educação e liderando Workshops em que trabalha a reconexão do ser humano à natureza na vida diária e a busca de um propósito maior no mundo moderno.

      O ano astrológico de 2010 começa agora, dia 20 de março às 14hs e 33m, horário de Brasília, com a entrada do sol no signo de Áries. A última lua nova foi em 15 de março, ocorreu no signo de Peixes e teve por companhia os planetas Urano, Mercúrio e Júpiter. Isso nos dá uma pista das tendências que nos aguardam no ano que se inicia. Comunicações amplificadas, instantâneas e surpreendentes. Marte em Leão voltou ao movimento direto em 10 de março o que significa que as energias voltam a se movimentar.­

      O ano, portanto, começa em grande estilo e promete muitas surpresas.

       Não podemos esquecer que o início do ano astrológico também é o dia do Equinócio de Outono, início dessa estação no Hemisfério Sul e do Equinócio de Primavera no Hemisfério Norte. É o momento em que o Sol em sua órbita aparente, como vista da terra, cruza o plano do Equador Celeste. Nos equinócios que ocorrem em março e setembro, os dias e as noites são iguais. Vamos celebrar esse momento de dupla passagem. Merece um ritual.

      Feliz Equinócio e Ano Novo!!!

Ritos de Passagem

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    Muitas matérias jornalísticas, a maioria  alarmista, têm sido veiculadas sobre o fim do calendário Maya e  outras previsões de culturas diferentes confluindo para dezembro de 2012.   A maioria se refere a eventos físicos, tragédias, transformações bruscas e viscerais do nosso planeta.

   Vamos estudar este tema sob a ótica da mitologia, segundo os critérios abrangentes do professor  Joseph Campbell, respeitado mitólogo moderno, que nos ensinou a compreender e reviver os mitos simbolicamente, como etapas evolutivas de nossa psiquê.  Ele dava ao mito um significado abrangente,  semelhante ao conceito de arquétipo de Carl G. Jung.  A beleza e o poder de um mito estão ligados ao fato dele ser atemporal e universal. 

    A tradução literal de um mito pode ser considerada um pecado, pois destroi sua função provocativa de evolução natural, reduzindo-o a uma ingênua criação da mente primitiva. Podemos chamar este pecado de reducionismo, isto é, reduzir um símbolo de significado universal a um conceito linear, restrito e limitado.  As principais características do mito e do arquétipo são atemporalidade e universalidade.   Podemos dizer que ambos são componentes holísticos do campo morfogenético humano.  A teoria de campos morfogenéticos foi elaborada por Rupert Sheldrake, biólogo e filósofo da natureza, que encontra paralelo no conceito oriental de Akasha das culturas sânscrita e indiana.  De maneira bem simplificada é um meio que abrange tudo, forma a base de todas as coisas e se torna todas as coisas.  No século 20 o Akasha foi brilhantemente descrito por Swami Vivekananda:

   “De acordo com os filósofos da Índia, todo o universo é composto de dois materiais, um dos quais eles chamam de Akasha.  Ele é a existência onipresente, que em tudo penetra e tudo permeia. Todas as coisas que têm forma, todas as coisas que resultam de combinação, evoluíram desse Akasha. É o Akasha que se torna o Sol, a Terra, a Lua, as estrelas, os cometas; é o Akasha que se torna o corpo humano, o corpo animal, as plantas, cada forma que vemos, tudo o que pode ser sentido, tudo o que existe. Ele não pode ser percebido; é tão sutil que está além de toda percepção ordinária; ele só pode ser visto quando se tornou espesso, quando tomou forma.  No princípio da criação, há somente esse Akasha.  No final do ciclo, os sólidos, os líquidos e os gases fundem-se todos novamente em Akasha, e a criação seguinte procede, de maneira semelhante, desse Akasha…”

   Cada espécie possui um campo energético próprio, imerso nesse campo maior,  que guarda toda informação relativa à evolução, etapas passadas e direções futuras relativas àquele grupo particular que envolve, cria e abriga.  Os mitos e arquétipos são os símbolos tridimensionais que compõem a linguagem desse nosso campo.  Sempre que uma espécie evolui, sofre alterações profundas que afetam seus genes e essas ficam gravadas no arquivo Akáshico ou campo morfogenético.  

     Continua…