O cálculo para o domingo de Páscoa foi definido na Idade Média.  É o primeiro domingo após a primeira lua cheia, que ocorre depois do Equinócio da Primavera no hemisfério norte e do Outono no hemisfério sul.  Pode ocorrer entre 22 de março e 25 de abril. O significado da Páscoa para os cristãos é de ressurreição e está vinculado ao Equinócio da Primavera do hemisfério norte, que traz o renascimento da Natureza depois do frio rigoroso do inverno. Vários rituais pagãos celebravam esse momento de renovação e recomeço.

      Apesar de vivermos no hemisfério sul e estarmos em estação oposta,  início de recolhimento do Outono em direção ao Inverno, as energias de Áries estão exaltadas para todo o globo, indicando o começo de um novo ciclo.  A lua cheia funciona como uma lente de aumento para sentirmos as emoções geradas pelas novas configurações e suas conseqüentes  tendências.

   É o momento perfeito para analisarmos nossas fragilidades, que estarão amplificadas pela lua. Podemos superá-las com uma determinação acentuada por esta emoção. Funciona como um carimbo emocional,  um  rito  pessoal e íntimo.  Precisamos ser honestos e realistas com relação aos nossos objetivos maiores de vida,  e ao mesmo tempo abrir mão dos momentos fugazes de satisfação apenas dos sentidos, que podem  alterar o rumo de toda nossa vida futura.

      A este momento de introspecção podemos dar um nome que terá a função de trazê-lo à memória, de preferência todos os dias. Nós escolhemos o nome “ Restitutus “, significando ressuscitado,  renascido, recriado por vontade própria. Sempre que falarmos ou pensarmos nessa palavra, lembraremos da nossa disposição de mudança para melhor e domínio sobre nós mesmos.

      Ao longo do ano trabalharemos o conceito  de “Restitutus”  para ampliar a força da nossa decisão em direção ao aprimoramento pessoal. Todos nós sabemos que a união faz a força e nós podemos nos unir para gerar formas pensamento  harmoniosas.  Essa será uma ferramenta valiosa para a restauração de nossas melhores aptidões, a saúde da natureza e do  meio ambiente, abrindo um caminho em direção à beleza, equilíbrio e felicidade.

      Os Navajos têm uma imagem linda do que chamam o caminho do pólen. (1) O pólen é a fonte da vida; o caminho para o pólen é o caminho para o centro. Os Navajos dizem: “Oh, beleza diante de mim, beleza atrás de mim, beleza à minha direita, beleza à minha esquerda, beleza acima de mim, beleza abaixo de mim, estou no caminho do pólen”.

      Feliz RESTITUTUS para todos!!!

1 – Joseph Campbell, O Poder do Mito, ed. Palas Athena, pg.240.